19 de maio de 2010

      Há uma corda imaginária em meu pescoço que sufoca, e por vezes transformo-a em palavras.
O mundo pesa em mim, eu peso em mim. São tantas as faltas, os sentimentos, lembranças, mágoas… todos hoje são tumores que ali ficam sem dar alarde, mas me consomem.
Eu tomo anestesias pra sobreviver a alguns dias, eu me perco propositalmente pra esquecer quem eu sou. Pra que esse conhecimento inútil se eu não sei o que fazer com ele?

Eu queria mesmo é iludir-me, acreditar na vida como um filme, talvez comédia romântica…

(Palavras obliquas)

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2007 Papeis Krista'' /Por Elke di Barros